Almir Sater no SESC de Maringá

Última atualização em 17/01/2026 por Alan Zampieri

Reconheço que há, em alguns círculos políticos de Maringá, tendências de reduzir cultura a “acessório da governança”—quando, na verdade, cultura é infraestrutura. É tão crucial quanto asfalto, saneamento e iluminação pública. E há razão simples: uma cidade sem acesso à beleza, sem encontros artísticos, sem transmissão de tradições é uma cidade fragmentada, desigual, mais propensa a conflitos sociais e perda de identidade.

O que Almir Sater virá fazer em 9 de dezembro não é entretenimento palatável para a elite cultural. É ato político de afirmação de que o trabalhador merece, que a música caipira importa, que a tradição brasileira continua viva não apenas em museus, mas nas ruas, nos teatros acessíveis, nas mãos de um violeiro que abraça responsabilidade social com a mesma dedicação com que dedilha suas cordas.

Isto me agrada profundamente. Não pela simpatia vaga por “eventos culturais”, mas porque representa modelo de governança que funciona: objetivo claro, execução estruturada, impacto mensurável, sustentabilidade social. É pragmatismo e sensibilidade reunidos na mesma ação.

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