Última atualização em 16/01/2026 por Alan Zampieri
O processo tradicional de obtenção de informações no Colégio Estadual Brasílio Itiberê exigia deslocamento até o mural físico na escola, gerando atrasos e dificultando a comunicação com estudantes e famílias. A partir de agosto de 2025, essa dinâmica foi transformada com a implantação de um chatbot alimentado por IA, disponível via direct do Instagram. A integração digital reflete uma tendência global de uso de tecnologias emergentes para melhorar a eficiência administrativa e pedagógica nas instituições de ensino.

Colégio Estadual Brasílio Itiberê, em Maringá/PR
Localizado na Rua Dr. Arion Ribeiro de Campos, 885, Zona 02, o Colégio Estadual Brasílio Itiberê atende a estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A unidade oferece regime de jornada integral por meio do Programa Paraná Integral, que inclui atividades socioeducativas em contraturno, como robótica, artes e esportes, enriquecendo a formação dos alunos e fomentando a inclusão digital. A escolha da mascote — a capivara Dona Itibéti — para representar o chatbot reforça a identidade local e estimula o engajamento da comunidade escolar.
O projeto Dona Itibéti
A etapa de design incluiu a criação de avatar, voz e scripts de conversação para a persona virtual, conferindo humanização ao atendimento. Os próprios alunos testam continuamente as funcionalidades e colaboram com ajustes de respostas, promovendo aprendizagem colaborativa e desenvolvimento de competências tecnológicas essenciais para o mercado de trabalho.
Inovação pedagógica e o programa STEAM comVida
O programa STEAM comVida reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática em atividades interdisciplinares que estimulam o protagonismo estudantil. Além do chatbot, os participantes produzem podcasts, vídeos, músicas e experimentos culinários orientados por IA, ampliando as possibilidades de aprendizagem e conectando teoria e prática no contexto escolar.
Ao experienciar a aplicação prática de algoritmos de IA, os estudantes desenvolvem pensamento crítico, criatividade e habilidades digitais, qualificando-se para profissões emergentes e contribuindo para a redução da defasagem tecnológica em escolas públicas. A abordagem interdisciplinar também favorece a integração social, pois envolve alunos de diversas séries e perfis em projetos colaborativos.
Impactos e Resultados Observados
No âmbito pedagógico, educadores relatam incremento no engajamento e na autonomia dos alunos, que passam a buscar soluções digitais para problemas cotidianos. A repercussão positiva gerou convites para apresentações em conferências sobre educação e tecnologia, consolidando o colégio como referência em inovação no setor público.
Integração com o Programa Paraná Integral e Políticas Públicas
O emprego de IA no Colégio Estadual Brasílio Itiberê alinha-se às diretrizes do Programa Paraná Integral, que amplia a jornada escolar a 35 ou 45 horas semanais, combinando currículo regular e atividades socioeducativas. A iniciativa demonstra como políticas públicas de educação em tempo integral podem favorecer projetos de inovação, ao disponibilizar infraestrutura e tempo pedagógico adequado para o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) tem incentivado a adoção de recursos digitais em mais de 400 escolas integradas ao programa, com destaque para componentes de robótica e programação. A consolidação de Dona Itibéti como ferramenta oficial reforça a necessidade de regulamentação e fomento a projetos semelhantes, garantindo suporte técnico e formação de professores para replicação em outras unidades.
Desafios e Perspectivas Futuras
E você, o que pensa sobre isso?
O pioneirismo do Colégio Estadual Brasílio Itiberê ao implementar o chatbot Dona Itibéti evidencia a capacidade transformadora da inteligência artificial na educação pública. Por meio do programa STEAM com Vida e do suporte do Programa Paraná Integral, a escola promoveu inovação pedagógica, eficiência administrativa e protagonismo estudantil.
Para consolidar esse avanço, recomenda-se a criação de políticas de formação continuada, investimentos em infraestrutura digital e a elaboração de diretrizes estaduais que estimulem a adoção de chatbots educacionais em outras instituições.
Aqui fica o desafio: que tal cobrarmos dos nossos representantes na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa um projeto de lei que incentive parcerias entre escolas públicas e o setor privado para expandir iniciativas como essa? Que tal exigirmos que o orçamento municipal destine recursos específicos para capacitação de professores em tecnologia?
As crianças merecem ter acesso às mesmas oportunidades, independentemente de estudarem na Zona 02 ou na Zona 07. A inovação não pode ser privilégio de poucos.
Dessa forma, Maringá estabelece um modelo inspirador para a modernização da educação pública brasileira.
Se você é pai, mãe, educador ou simplesmente alguém que acredita no potencial da nossa cidade, sua voz importa. Compartilhe este artigo, converse com outros pais na porta da escola, participe das reuniões do conselho escolar, cobre transparência nos investimentos em educação.
Alan Zampieri | Advogado e Consultor de Negócios
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