Última atualização em 12/01/2026 por Alan Zampieri
(Quando?) O tema parques lineares voltou ao centro das discussões políticas em maio de 2025, com a apresentação do Requerimento nº 988 na Câmara Municipal de Maringá, pedindo estudo de viabilidade para novos projetos desse tipo.
(O quê?) Parques lineares são áreas verdes urbanas, geralmente implantadas ao longo de cursos d’água ou fundos de vale, que promovem lazer, convivência, proteção ambiental e integração entre bairros. São exemplos de políticas públicas sustentáveis, já adotadas em cidades como São Paulo, Goiânia, Balneário Camboriú e Curitiba.

(Quem?) O debate envolve vereadores, Prefeitura de Maringá, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPLAM), Secretaria de Meio Ambiente, lideranças comunitárias, especialistas e, claro, a população maringaense, que tem se manifestado nas redes sociais e eventos comunitários pela ampliação desses espaços.
(Onde?) Maringá já conta com exemplos concretos, como o Parque Linear Gralha Azul, no Conjunto Ney Braga, e o Parque Linear Rio Samambaia, no Jardim Campos Elísios, além de projetos em andamento em outras regiões da cidade.
(Como?) Esses parques são viabilizados por meio de parcerias entre Prefeitura, Governo do Estado, fundos ambientais e participação da sociedade civil. O modelo inclui revitalização de áreas degradadas, implantação de equipamentos esportivos, culturais e de lazer, além de ações educativas e de conscientização ambiental.
(Por quê?) Os parques lineares oferecem múltiplos benefícios:
- Preservam áreas verdes e córregos urbanos
- Reduzem enchentes e melhoram a drenagem
- Promovem lazer, saúde e convivência
- Valorizam bairros e imóveis
- Contribuem para a educação ambiental e inclusão social
- Combatem o descarte irregular de lixo e a degradação de fundos de vale

(Quanto?) O investimento no Parque Linear Gralha Azul, por exemplo, foi de R$ 1,2 milhão, com recursos municipais e estaduais, mostrando que é possível transformar áreas antes degradadas em espaços de alto valor social e ambiental com custos viáveis para o orçamento público.
Pontos Fortes e Oportunidades
Maringá é reconhecida nacionalmente pela qualidade de vida, arborização urbana e gestão ambiental de destaque. A cidade já avançou, com parques lineares em bairros distantes do centro, democratizando o acesso ao lazer e à natureza. O Parque Gralha Azul e o Rio Samambaia são exemplos de como projetos bem planejados podem transformar realidades, promover inclusão e fortalecer o senso de pertencimento comunitário.
Além disso, a administração municipal tem buscado inovar, como no projeto de concessão do Parque do Ingá, e na revitalização de áreas antes ocupadas por entulho, agora convertidas em viveiros e espaços de convivência, sempre com a participação ativa da comunidade e da Igreja Católica, como visto na Campanha da Fraternidade deste ano.
Desafios e Pontos de Melhoria
Apesar dos avanços, Maringá ainda carece de uma política pública mais robusta e integrada para parques lineares. O Plano Diretor pode e deve incluir a expansão desses espaços como prioridade, alinhando-se a experiências de cidades como São Paulo, que inseriu os parques lineares em sua legislação urbanística e já colhe resultados positivos em drenagem, lazer e controle de ocupações irregulares.
Outro ponto crucial é garantir a manutenção e segurança desses espaços, evitando que se tornem novamente alvo de descarte irregular ou degradação. A participação da sociedade, de associações de bairro e da iniciativa privada é fundamental para a sustentabilidade desses projetos a longo prazo.
Experiências de Outras Cidades
Cidades como São Paulo, Goiânia, Balneário Camboriú e Curitiba mostram que parques lineares são instrumentos eficazes para enfrentar desafios urbanos, ambientais e sociais. Em São Paulo, por exemplo, a política de parques lineares foi incorporada ao Plano Diretor, com resultados expressivos na recuperação de fundos de vale, controle de enchentes e criação de corredores ecológicos.
Em Goiânia, o Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (PUAMA) é referência nacional, integrando drenagem, lazer, mobilidade e inclusão social em uma grande faixa verde linear. Balneário Camboriú apostou nos parques lineares para combater enchentes e revitalizar áreas degradadas, promovendo segurança e qualidade de vida.
O Debate em Maringá:
Tese: Ampliar parques lineares é essencial para garantir sustentabilidade, lazer democrático e proteção ambiental em Maringá, promovendo justiça social e valorização dos bairros.
Antítese: Há quem questione o custo, a manutenção e a efetividade desses espaços, argumentando que recursos poderiam ser direcionados a outras áreas prioritárias, como saúde e segurança.
Síntese: Com planejamento técnico, participação popular e gestão transparente, é possível ampliar parques lineares sem comprometer outras áreas essenciais, tornando Maringá referência em políticas públicas sustentáveis e inovadoras.
Maringá Merece Mais Parques Lineares
Os parques lineares são uma resposta moderna, eficiente e democrática aos desafios urbanos do século XXI. Eles representam mais do que áreas de lazer: são instrumentos de cidadania, inclusão e respeito ao meio ambiente.
A Câmara de Maringá e a Prefeitura Municipal têm a oportunidade histórica de avançar nessa agenda, ouvindo a sociedade, valorizando os bairros e integrando políticas públicas de educação, saúde, meio ambiente e mobilidade. Maringá já mostrou que sabe inovar. Agora, é hora de dar o próximo passo.
Que tal conversarmos mais sobre esse tema? Mande sua opinião, sugestão ou relato sobre parques lineares em Maringá. Juntos, podemos construir uma cidade ainda mais humana, verde e sustentável.
Maringá merece mais. E merece mais verde, mais lazer, mais cidadania. Vamos juntos nessa caminhada?
Alan Zampieri | Advogado e Consultor de Negócios
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