Última atualização em 12/01/2026 por Alan Zampieri
A saúde pública de Maringá, orgulho da nossa gente, enfrenta desafios diários, mas jamais pode ser refém de discursos negacionistas. O compromisso da Prefeitura de Maringá e da Câmara Municipal sempre foi – e deve continuar sendo – com a ciência, a transparência e a vida. Negar a eficácia das vacinas, promover desinformação ou politizar a saúde são atitudes que colocam em risco toda a comunidade maringaense.

Demonstração do impacto comprovado da vacinação contra COVID-19 no Brasil, evidenciando redução de mortes, hospitalizações e casos graves
Quando e por que esse debate voltou à tona?
Nos últimos dias, Maringá foi palco de uma audiência pública promovida pela vereadora Cris Lauer, condenada recentemente por improbidade administrativa, para debater a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 em crianças. Em suas falas, a parlamentar chegou a chamar a vacina de “veneno”, ignorando pesquisas e resultados que salvaram milhões de vidas no Brasil e no mundo. Esse tipo de discurso, além de irresponsável, alimenta o caos e sobrecarrega o sistema público de saúde, como já alertaram médicos, gestores e a própria população em redes sociais.
O que dizem os especialistas e a experiência nacional?
Especialistas apontam que o negacionismo durante a pandemia agravou quadros de casos e mortes, atrasou a imunização em massa e incentivou o uso de medicamentos ineficazes, como o “kit Covid”. Cidades que respeitaram a ciência, investiram em campanhas de vacinação e combateram fake news tiveram melhores resultados e salvaram mais vidas. O próprio Ministério da Saúde, sob nova gestão, reforça: “Não permitiremos que discursos irresponsáveis e mentiras nos impeçam de proteger a vida e o futuro das nossas famílias”.
O papel dos agentes públicos e da gestão municipal
É dever de cada agente público, vereador ou gestor, zelar pela saúde coletiva e pelo direito constitucional à vida. Em Maringá, a gestão municipal enfrenta desafios orçamentários – são necessários mais R$ 47 milhões para fechar o caixa da saúde em 2025 – mas segue priorizando a promoção, prevenção e atendimento de qualidade. Não há espaço para retrocessos ou para quem prefere polemizar ao invés de informar. Saúde pública exige responsabilidade, ética e respeito à ciência.

Análise orçamentária da saúde em Maringá, mostrando deficit de R$ 47 milhões e custos adicionais causados por negacionismo e desinformação
Oportunidades e Ameaças na Saúde Pública Maringaense
OPORTUNIDADES:
Fortalecimento da prevenção e promoção à saúde: Com planejamento efetivo e ações integradas, Maringá pode aprimorar seus indicadores de saúde, investindo em campanhas de vacinação, educação em saúde e promoção de hábitos saudáveis, como já previsto no Programa Maringá Saudável.
Capacitação e valorização dos profissionais: O credenciamento e contratação de novos profissionais, como docentes de enfermagem e equipes multidisciplinares, ampliam a qualidade do atendimento e garantem inovação nas práticas de cuidado.
Transparência e gestão eficiente: O acompanhamento rigoroso do orçamento e a busca por suplementação de recursos demonstram compromisso com a transparência, permitindo ajustes rápidos e eficientes na gestão da saúde municipal.
Adoção de políticas públicas baseadas em ciência: Ao rejeitar o negacionismo e adotar decisões fundamentadas em evidências, Maringá pode servir de referência nacional, protegendo vidas e fortalecendo a confiança da população nas instituições.
AMEAÇAS:
Negacionismo e desinformação: A disseminação de informações falsas, como a defesa de medicamentos ineficazes e a resistência à vacinação, pode minar a adesão da população a práticas essenciais de prevenção, agravando crises sanitárias e aumentando a letalidade de doenças.
Desafios orçamentários: A necessidade de suplementação de R$ 47 milhões para fechar o caixa da saúde em 2025 evidencia um risco de descontinuidade em serviços essenciais, caso não haja gestão eficiente e apoio político para garantir os recursos necessários.
Sobrecarregamento dos profissionais: O aumento da demanda sem o devido suporte pode levar ao esgotamento das equipes de saúde, impactando a qualidade do atendimento e a saúde mental dos trabalhadores, como ocorreu durante a pandemia.
Retrocesso nas políticas públicas: A influência de discursos negacionistas e a politização de decisões técnicas representam ameaça à continuidade de políticas públicas sustentáveis e baseadas em evidências, podendo comprometer conquistas históricas da saúde maringaense.
Saúde é coisa séria. Quem nega a ciência, nega a vida!
Alan Zampieri | Advogado e Consultor de Negócios
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