Última atualização em 12/01/2026 por Alan Zampieri
Antes de entrar no mérito, uma conclusão salta aos olhos: a continuidade do programa natalino mais querido do Paraná é viável, sustentável e desejada pela maioria dos maringaenses – mas exige ajustes de transparência e governança já em 2024
1. Sinais de luz: por que o natal maringaense encanta?
1.1. Retorno econômico acima da média
A série histórica comprova: o ROI médio permanece acima de 4,5 vezes desde 2019, mesmo com oscilações de investimento.

Investimento público vs. retorno econômico da Maringá Encantada
Na prática, Maringá Encantada funciona como uma “mini-temporada de verão” para comércio, hotelaria e gastronomia. Os 26 restaurantes da Vila Gastronômica venderam de R$ 10 a R$ 49 e ficaram lotados durante 46 noites, enquanto a hotelaria registrou ocupação de 88% no pico do feriadão de 8 de dezembro.
1.2. Sustentabilidade que gera manchetes
Em 2023 a prefeitura trocou estruturas metálicas por bambu certificado, decisão que reduziu emissões e virou pauta nacional. Gramado (RS) e Curitiba usaram o case maringaense em seminário sobre eventos sustentáveis na Confederação Nacional dos Municípios, destacando o potencial de replicação.
2. Pontos de sombra: o que precisa melhorar
O Observatório Social denunciou prazos “fora da realidade” na montagem dos portais de bambu e preços agregados que dificultam a fiscalização de cada item. O inquérito do MP aponta risco de direcionamento, pois uma mesma empresa concentrou 22% do contrato de decoração. Transparência plena é condição para manter a credibilidade do evento em 2025.
2.2. Custos crescentes
Somados, pregões e contratos de 2024 já alcançam R$ 11,5 milhões – quase o patamar recorde de 2022. Num cenário de queda na arrecadação de ICMS, a pergunta “quanto custa encantar?” precisa de resposta objetiva.
3. Exemplos de outras capitais: luzes que inspiram Maringá
Lição aprendida: onde há governança clara, patrocínio privado cresce e a conta pública cai.
4. Proposta inédita: PL “Natal + Transparente”
Como advogado e consultor de gestão eficiente, acredito que esses seriam os principais eixos para implementação em um Projeto de Lei que alavancaria nossa querida “Maringá Encantada”:
- Portal Tempo-Real – dashboard público com custos, cronograma de montagem e dados de público em QR-codes espalhados pelas atrações.
- Patrocínio Verde – abatimento de 50% no ISS para empresas que doarem infraestrutura de baixo carbono, auditada pelo TCE-PR.
- Fundo Encantar – 10% do superávit de arrecadação gerado pelo turismo natalino retorna em bolsas de formação artística para jovens maringaenses.
- Comitê Popular de Acompanhamento – vagas para OAB, Observatório Social, ACIM e universidades na comissão de licitação.
- Meta de Inclusão – 100% das atrações com libras e autodescrição até 2026.
5. O que dizem as redes?
Monitoramento de 8 a 15/07 no Instagram (#maringaencantada) mostra 71% de menções positivas (beleza, lazer em família) e 29% críticas (preço de brinquedos, falta de vagas de estacionamento). No Facebook, grupos de bairro pediram “retomar a Vila do Papai Noel no centro” para reduzir deslocamentos. Conclusão: o público quer manter o encanto, mas com tarifas justas e mobilidade.
6. Chamado à sociedade
- Cidadão, participe! Acesse o Portal da Transparência e acompanhe cada licitação – pressiona que melhora.
- Empresário maringaense, invista! Patrocinar a decoração rende vitrine nacional e abatimento fiscal.
- Artistas locais, inscrevam-se! O PL Natal + Transparente reserva cotas para talentos da cidade.

Evolução do ROI da Maringá Encantada
A pergunta “Teremos Maringá Encantada em 2025?” só tem uma resposta coerente: sim, desde que a gestão pública respeite a confiança do maringaense. De mãos dadas, Prefeitura, Câmara, iniciativa privada e sociedade civil podem — e devem — manter acesa a chama de um Natal que já é patrimônio afetivo da nossa gente.
Alan Zampieri | Advogado e Consultor de Negócios
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