Maringá encerrou 2025 com um recorde histórico de 513 mil multas de trânsito, representando um aumento de 123% em cinco anos. Enquanto a arrecadação atingiu R$ 58 milhões, os acidentes continuam crescendo, sugerindo que a estratégia baseada principalmente em fiscalização eletrônica não tem reduzido efetivamente os sinistros nas vias. A análise comparativa com cidades como Curitiba—que logrou redução de 34,1% das infrações através de investimento em infraestrutura, educação e sinalização—abre caminhos para um reposicionamento das políticas públicas municipais. O momento exige reflexão: multas realmente salvam vidas, ou apenas financiam a máquina administrativa?